A tensão diplomática entre Estados Unidos e Venezuela voltou a crescer após o presidente americano Donald Trump afirmar que considera uma ação militar terrestre contra cartéis venezuelanos. A declaração foi feita na última quarta-feira (15), no Salão Oval da Casa Branca.
Em resposta direta, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, criticou o que chamou de “golpes de Estado orquestrados pela CIA”. A reação veio após uma reportagem do jornal The New York Times revelar que o governo dos EUA teria autorizado a Agência Central de Inteligência (CIA) a realizar missões secretas no país, incluindo “operações letais” com o objetivo de desestabilizar o regime chavista.
Durante a coletiva, Trump não negou a possibilidade de ter autorizado tais ações. Questionado sobre uma eventual ordem para remover Maduro do poder, o republicano evitou responder diretamente, afirmando apenas que seria “ridículo” comentar o assunto.
Maduro, por sua vez, condenou qualquer intervenção estrangeira e acusou os Estados Unidos de conspirarem contra a soberania venezuelana. “Não aos golpes de Estado da CIA. Por quanto tempo a CIA continuará dando golpes? A América Latina não os quer, não precisa deles e os rejeita”, declarou o líder venezuelano em discurso transmitido pela TV estatal.
Segundo o New York Times, o plano americano incluiria o envio de bombardeiros B-52 e o aumento da presença militar dos EUA nas proximidades da Venezuela, oficialmente justificada como uma operação de combate ao narcotráfico. Maduro nega qualquer envolvimento com o tráfico de drogas e afirma que as ações norte-americanas são um pretexto para uma invasão militar disfarçada.
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