O União Brasil decidiu nesta quarta-feira (8) afastar o ministro do Turismo, Celso Sabino, das funções que exercia na cúpula do partido, em decisão preliminar válida até a conclusão de um processo interno que pode resultar em sua expulsão definitiva. A medida foi aprovada durante reunião da executiva nacional em Brasília e suspende temporariamente Sabino das atividades na executiva e no diretório nacional. Segundo o estatuto da legenda, o processo deve ser concluído em até 60 dias.
O afastamento ocorre em meio ao embate entre Sabino e a direção do União Brasil devido à permanência do ministro no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A legenda havia determinado que todos os filiados deixassem cargos na gestão federal até 19 de setembro, sob risco de infidelidade partidária.
Mesmo após o ultimato, Sabino manteve-se no ministério e participou de eventos oficiais com Lula em Belém (PA), reafirmando seu apoio ao presidente e defendendo a continuidade no cargo. “Sigo ao lado do presidente Lula por entender que é o melhor. O partido tem tomado decisões equivocadas”, afirmou.
O ministro também declarou que respeitará o processo interno, embora o considere “injusto” e “açodado”, e destacou que ainda vê espaço para diálogo com a legenda.
Nos bastidores, Sabino busca evitar a expulsão e tenta negociar com a direção do partido para permanecer no cargo até a COP30, que será realizada em Belém em novembro de 2025. Ele argumenta que sua presença é essencial para a organização do evento e para o fortalecimento do turismo no Pará.
Além disso, Sabino planeja disputar uma vaga no Senado pelo Pará e acredita que o apoio de Lula será determinante para sua campanha.
O ministro também enfrenta outro procedimento interno que pode resultar na intervenção do União Brasil no diretório estadual do Pará, atualmente sob seu comando. A executiva nacional ainda deliberará sobre o caso, aumentando a tensão interna no partido.
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